Não sei interpretar ainda se é certo ter uma realista visão do mundo. Talvez eu erre, peque em fazê-lo. Apenas me camuflo nas sombras, onde não há visão a olho nu. E a essa altura, já não temo mais a queda, mesmo que quebre todos os meus ossos. Mas gravidade é tão ruim assim? Defeito, "podre" ou dom. Há algo mais que queira dizer? Olhos doentios e repulsivos, tão extremamente carecidos de um verdadeiro sentido em sua rotina miserável. Algo a mais?!
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Visão Concreta E Carregada.
Não sei interpretar ainda se é certo ter uma realista visão do mundo. Talvez eu erre, peque em fazê-lo. Apenas me camuflo nas sombras, onde não há visão a olho nu. E a essa altura, já não temo mais a queda, mesmo que quebre todos os meus ossos. Mas gravidade é tão ruim assim? Defeito, "podre" ou dom. Há algo mais que queira dizer? Olhos doentios e repulsivos, tão extremamente carecidos de um verdadeiro sentido em sua rotina miserável. Algo a mais?!
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Época. (Versão Original)
As cinzas predominam o lugar que, um dia, já fora incendiado pelo fogo do júbilo. E seus habitantes que, aos prantos, rastejam-se pelo ciclo da monotonia. Presa às sombras, a essência padeceu dando espaço aos “cala-te bocas” de uma sociedade ignorante e reprimida por seus medos primitivos. Bem vindo à época do luto, dos gritos incessantes que não são ouvidos, das amarras presas às asas. Ao lugar onde tudo é triste.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Visão Do Alto Da Torre.
E cantarola o pássaro da gaiola. Sabes que ainda podes gritar, bradar para o mundo o que o homem não entende. Sobre os vales e bosques onde já esteve, estilhaçando os céus do entardecer. Com suas asas coloridas e delicadas que clamavam pelo pouso, admitindo a beleza de um amanhecer. Confessa que era imparável e apreciava o sabor das pequenas frutas frescas. O quanto era radiante e livre. Que desmoronava de paixão ao ver a branda paisagem tão vasta e contente, gritando por um olhar admirado, a qual era resplandecente e mágica para ele. Doces lembranças confessadas à solidão, a vida linda que um dia já lhe pertenceu e hoje, só fantasmas do passado conversando freqüentemente com o temido canto escuro do quarto. Daquele reino que não reconhece mais, porém tem saudade. E cantarola o pássaro da gaiola...
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Primavera.
A primavera está doente. Movam-se! Não a deixem morrer! O céu azul está sumindo, as nuvens o devoram com tamanha crueldade. Salvem as flores que restam! Seus encantos não são mais perceptíveis aos olhos dos outros viventes. Seu cheiro agora é podridão. Alastra o negrejante por toda a vila, sinos perturbadores e crescentes são ouvidos... Petrificados somos. Orquestra do horror e loucura, eu escuto seus gemidos de dor. Salvem a primavera! Faça-a retornar aos tempos de seu império, onde o exalar das rosas pregavam o amor. Óh Vênus, suas lágrimas podem ser vistas. Pranteiam mãe e irmão. Petrificada fora a mais bela flor.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Sanha, Desalento e Clichê.
Maldito sentimento, aquele que apodrece minha essência! Esse estranho que consome, abala, estremece, para finalmente reduzir a pó. Tártaro existente, tortura maldita, piedade dessa pobre alma que fora condenada.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Tons De Um Inocente Entardecer
Belo dia aquele em que as chamas de um coração caloroso, ascendeu novamente um tão gélido e distante. Diferença se fez naquele momento. Confusão de sentimentos, sentidos e hábitos que se reverteram em querer o bem da alma. Dourado, resplandecente era. Meu corpo clamava pelo toque suave daquele corpo, pelos beijos de amor. Me rendi ao encantamento. Hipnotizada e cega pelo sentimento estranho, permaneço desejando os abraços, carícias, o toque dos lábios, o aconchego. Ansiando um pouco mais de amor, alimentando a chama que o gelo quer apagar. Permaneço acreditando no sentimento que nasce para nunca mais morrer. E não morrerá. Meus olhos finalmente contemplam tua divina beleza, meu feiticeiro. Naquele vilarejo que se tingia em sépia, converteu-se para apenas as folhas secas juntadas ao tronco das árvores. Em tons pastéis, nasceu cor e o genuíno amor. Naquele instante, o Sol sorriu.
domingo, 23 de setembro de 2012
Chuva de Setembro.
As nuvens negras e o rugir dos ventos furiosos anunciam que a tempestade está por vir. Chove e inunda. Água profunda. Me faz gritar, me cala. Aprisiona. Morbidamente acalma. Imobiliza, afoga, mata. Enfim, atende às preces de libertação do que não podemos ver aos olhos carnais.
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