quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sanha, Desalento e Clichê.

Maldito sentimento, aquele que apodrece minha essência! Esse estranho que consome, abala, estremece, para finalmente reduzir a pó. Tártaro existente, tortura maldita, piedade dessa pobre alma que fora condenada.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tons De Um Inocente Entardecer

Belo dia aquele em que as chamas de um coração caloroso, ascendeu novamente um tão gélido e distante. Diferença se fez naquele momento. Confusão de sentimentos, sentidos e hábitos que se reverteram em querer o bem da alma. Dourado, resplandecente era. Meu corpo clamava pelo toque suave daquele corpo, pelos beijos de amor. Me rendi ao encantamento. Hipnotizada e cega pelo sentimento estranho, permaneço desejando os abraços, carícias, o toque dos lábios, o aconchego. Ansiando um pouco mais de amor, alimentando a chama que o gelo quer apagar. Permaneço acreditando no sentimento que nasce para nunca mais morrer. E não morrerá. Meus olhos finalmente contemplam tua divina beleza, meu feiticeiro. Naquele vilarejo que se tingia em sépia, converteu-se para apenas as folhas secas juntadas ao tronco das árvores. Em tons pastéis, nasceu cor e o genuíno amor. Naquele instante, o Sol sorriu.

domingo, 23 de setembro de 2012

Chuva de Setembro.

As nuvens negras e o rugir dos ventos furiosos anunciam que a tempestade está por vir. Chove e inunda. Água profunda. Me faz gritar, me cala. Aprisiona. Morbidamente acalma. Imobiliza, afoga, mata. Enfim, atende às preces de libertação do que não podemos ver aos olhos carnais.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Época. (2° Versão)

Seja bem vindo à época dos corações partidos, alguns dilacerados, onde a canção fúnebre reina. Onde os rostos com expressões tão frígidas, não cantam mais a canção da alegria de um domingo à tarde. Pessoas com olhares tristonhos, ou vagos. Lugar onde a real importância não se faz presente. O amor esfriou, a discórdia aumentou, os sonhos não são mais sonhados. Os pássaros já não cantam mais como antes, tudo que era vívido, bonito, agora é neve, solidão. Várias almas perdidas em seus mundos, solitárias, trancadas em suas mentes e às suas sombras. Tudo é luto, tudo é neve, tudo é triste e obscuro.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Carnal.

Incessante amor, longínqua noite, aquela que reservamos para amarmos exaltadamente e revelarmos os mais lascivos pensamentos. Momento em que os medos desaparecem, dissipam. Noturno, levemente cativante. Apaixonante. Enfraquece e me embriaga, possua-me mas não me abandone. Se renda e perca-se nesta noite, confesse seus pecados mais íntimos e que a Lua seje testemunha. Que nossos corações sussurrem segredos e a paixão floresça e refloresça. Que na escuridão encontremos o amor, e o mesmo nos guie até o eterno. Que nós desfrutemos de nossa natureza carnal.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Pandemônio.

A calmaria se cala diante a maré de tormento. Dissipação por pequenos fragmentos que corroem. Apenas sinto a atmosfera mórbida e enferma. Ouço a voz bela, aguda, lírica e aterrorizante se aproximando e bradando aos quatro ventos a sua crueldade. Colocando à força sentimentos que abomino, me engasgando e fazendo vomitar as palavras podres. Eterniza a guerra entre alma, espírito, corpo e mente. Os dias de alegria chegaram ao fim. Tudo de repente ficou tão frio... Os flocos de neve surgiram. Anuncia! Anuncia que os dias tristes chegaram. Traja-se de luto, aprecie o canto agoniado dos anjos, chore e enlouqueça conosco. Deixe que as vozes façam o restante, o que tu não fizeste por temer. Eis a hora em que se deve deixar as nuvens chorosas ganharem território, a insanidade florescer dentro de ti. Venha para a escuridão e lembra-te de teu amado vilarejo. Padeça, morra conosco, depois renasça.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Flor Campestre.

Nasci com o espírito de Ares. A beleza de Afrodite. Sou como Hestia, tenho o fogo ardendo e consumindo-me cada vez mais, me fazendo ter sede de poder. Não temas... Sou rústica, mas meus sentimentos são delicados como uma orquídea. Me considere indomável, selvagem e liberta. Escrevo minhas histórias com gotas de sangue. E a partir deste momento comporei os quadros do medo com a coragem, a garra, a liberdade, sendo eu mesma.